
O Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, palco de momentos inesquecíveis de manifestos contra a ditadura que prevaleceu no Brasil entre 1964 e 1985, presenciou no fim da tarde de ontem, dia 18, o acontecimento mais vibrante que um político pode vivenciar nos últimos anos no Brasil.
Foi o que vivenciou a candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, candidata do presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores, do partidos aliados e a maioria do povo brasileiro, junto a personagens profundamente irmanados com sua candidatura e o futuro do Brasil.
A plêiade de personagens presentes não produziu o encontro histórico tão somente por suas performances que são realizadas em suas profissões, mas principalmente por suas existências encontrarem-se comprometidas com a história das lutas pela liberdade e a construção da democracia no Brasil. São personagens que durante toda a ditadura não se omitiram, de acordo com suas vozes de expressão, a participar das chamadas para defender o direito sagrado de todo homem: a Liberdade.
Canções, interpretações, realizações, literatura, poesia, escultura, cinema, teatro, execuções, sinfonias, escritos, ensaios, arquitetura, dança, todas as expressões que afirmam a sensibilidade, a inteligência e a ética do homem brasileiro estava presente. Engajada e ativa para que o processo eleitoral termine com a vitória de Dilma Rousseff.
Sentados ao lado de Dilma, à mesa, duas personagens que validam qualquer acontecimento, e que o tornam respeitado colocando no ápice da honestidade e da sinceridade. Chico Buarque de Holanda e Oscar Niemeyer. Dois homens que participaram concretamente das lutas pela produção de um Brasil democrático e autônomo. Na platéia, personagens que compunham o corpus-político que foi constituído no Teatro Casa Grande, e que se materializou na rua com pessoas assistindo a manifestação pelo telão. Pessoas que não puderam entrar, e ocupar um dos 926 lugares, e nem sequer ficar nas escadas e corredores, todos ocupados, mas que vivificaram o acontecimento.
Nenhum capital poderia pagar uma platéia composta por Leonardo Boff, Beth Carvalho, Wagner Tiso, Fernando Moraes, Marilene Chauí, Emir Sader, Amir Haddad, José Celso Martinez, Yamandu Costa, Débora Colker, além de Paulo Betti, Diogo Nogueira, Alcione, Alceu Valença, Alcione, Elba Ramalho, que reassumiu seu passado de artista engajada. Todos que fazem parte da lista de mais de dez mil assinaturas que apóiam a candidata Dilma Rousseff.
O cantor, compositor e escritor Chico Buarque abriu o encontro elogiando o governo Lula, principalmente sua política externa. Chico, que foi breve em sua intervenção, discursou:”Temos um governo que não fala fino com Washington, e nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai”.
Antecedendo ao discurso de Dilma Rousseff, o teólogo, filósofo e escritor Leonardo Boff, discursou durante 40 minutos expondo às realizações do governo Lula, e a necessidade de sua continuidade. Muito entusiasmado, Leonardo Boff, terminou seu discurso afirmando:” Se a esperança, com Lula, venceu o medo, agora a verdade vai vencer a mentira”.
Por sua vez, Dilma Rousseff, fez um discurso, que durou 54 minutos, impecável como exigia o acontecimento. Efusivamente dominada pela ambiência, demonstrou sua inteligência e companheirismo agradecendo à todos os presentes e ausentes. Baseou seu discurso nas políticas sociais de inclusão desenvolvidas pelo presidente Lula.
“Somos a soma de gerações que vem sonhando Brasil, como Oscar Niemeyer, sonhando de décadas mais antigas. Eu comecei a sonhar nos anos 60. Era o sonho que o Brasil tinha de mudar, não podia ser de extrema desigualdade.
Ninguém respeita quem deixa uma parte do seu povo na miséria. Eu sei o tamanho do peso que eu carrego. Sei que agora é minha vez, e vou honrar essa missão”, afirmou Dilma Rousseff.
É isso que a direita odeia e inveja nas pessoas livres. Sendo a parte mais estúpida e bestial da sociedade brasileira, produzida por sua ambição e egoísmo mesquinho, ela não consegue ter ao seu lado sublimidades como Lula e Dilma conseguem. Então, em uma eleição como essa, ela parte para sua tara sórdida urdindo calúnias, veleidades e difamações projetando em Dilma Rousseff, quando é ela mesma que é composta por essas qualidades torpes.
É certíssimo, como o sol nasce no leste, que no momento em que o acontecimento histórico se processava com suas nuances policrômicas de alegria, a direita encontrava-se a conspirar nos subterrâneos asquerosos e repugnantes de sua mente pútrida.
Mas entendedora dessa bílis pegajosa, a plêiade de notáveis, nem sequer lembrava dessa dor que atormenta os flagelados que por se encontrarem degenerados não suportam ver a alegria da democracia.
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