Dilma assina mensagem em que declara ser contrária ao aborto

Claudia Andrade
Direto de Brasília

Em mensagem enviada a líderes evangélicos nesta sexta-feira (15), a presidenciável Dilma Rousseff (PT) afirma ser contra aborto e se compromete a não apresentar, caso eleita, nenhum projeto que altere a legislação sobre tema. A petista também declara apoio a livre expressão e á liberdade religiosa no País. "Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto", diz o texto.

Em reunião com lideranças evangélicas esta semana, Dilma obteve o apoio dos líderes a sua campanha e foi cobrada a se manifestar publicamente sobre o polêmico tema apontado, até mesmo por aliados, como um dos fatores que impediram sua vitória no primeiro turno.

A mensagem da candidata termina com um apelo: "com estes esclarecimentos, espero contar com vocês para deter a sórdida campanha de calúnias contra mim orquestrada".

Veja abaixo a íntegra da carta da presidenciável do PT:

MENSAGEM DA DILMA
Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que queremos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais. Para não permitir que prevaleça a mentira como arma em busca de votos, em nome da verdade quero reafirmar:

1. Defendo a convivência entre as diferentes religiões e a liberdade religiosa, assegurada pela Constituição Federal;

2. Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto;

3. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País.

4. O PNDH3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família;

5. Com relação ao PLC 122, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente, será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil;

6. Se Deus quiser e o povo brasileiro me der, a oportunidade de presidir o País, pretendo editar leis e desenvolver programas que tenham a família como foco principal, a exemplo do Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e tantos outros que resgatam a cidadania e a dignidade humana.

Com estes esclarecimentos, espero contar com vocês para deter a sórdida campanha de calúnias contra mim orquestrada. Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião tão respeitada por todos nós. Minha campanha é pela vida, pela paz, pela justiça social, pelo respeito, pela prosperidade e pela convivência entre todas as pessoas.


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