Coordenador garante: 'Aborto não consta do programa do PT'



“O aborto não consta do programa do PT. Portanto, é impossível retirar uma coisa que não tem. O Serra tenta fazer do aborto uma questão central do segundo turno para desviar o foco do debate de programa de governo, que ele não tem”, afirma o professor Marco Aurélio Garcia, coordenador do programa de governo da candidatura de Dilma Rouseff (PT) à Presidência da República.

Garcia refere-se à manchete publicada ontem (6) pelo jornal Folha de S. Paulo, segundo o qual o PT estaria discutindo a retirada do tema 'aborto' do programa do partido ou da própri a candidata petista. A matéria, na avaliação dos petistas, vem em reforço à campanha contra Dilma baseada em boatos e difamações que visam retirar dela os votos de católicos e evangélicos conservadores.

“Aí, parte para uma guerra suja, para desqualificar a nossa candidata. E como não tem coragem de assumir a paternidade de tamanha sordidez, ele a terceiriza para os seus paus-mandados", diz Garcia, que a partir de agora passa a ter maior participação na coordenação da campanha petista.

A mensagem sobre aborto postada no twitter por André Vargas, deputado federal (PT-PR) e secretário nacional de comunicação do PT,também foi muito debatida ontem, principalmente na internet. Marco Aurélio reagiu duramente: “Além de inoportuna, uma declaração injusta com as feministas”.

André Vargas teria dito à Folha: “Foi um erro ser pautado internamente por algumas feministas. Eu e outros fomos contra [a descriminalização d o aborto]”.

“Inoportuna, pois é uma questão que não pode ser discutida de forma simplista”, explica Marco Aurélio. “Injusta, porque as feministas não estão exigindo que incluamos o assunto neste momento no debate. Não podemos ganhar uma eleição com o discurso ofensivo, discriminatório, da direita. A Dilma não é a favor do aborto, mas entende que ele tem de ser discutido no âmbito das respostas da saúde da mulher".

Aliás, explica Marco Aurélio, saúde (implica fortalecimento do SUS), educação (de melhor qualidade) e segurança pública "serão as três áreas prioritárias do futuro governo Dilma, que já as discutiu com os governadores eleitos".

“Serão os governadores que darão sustentação a esse programa”, diz Marco Aurélio. “O Rio de Janeiro é uma prova de que isso dá certo. A parceria do governo federal com o estadual está dando bons resultados na segurança pública. Já em São Paulo, onde isso nã o acontece, a política de segurança pública fracassou", avalia ele.

“O que está em jogo são dois projetos”, ressalta Marco Aurélio. “O da oposição, que é um projeto neoliberal. E o nosso que privilegia a melhor educação, reduziu a mortalidade infantil, tirou 30 milhões de pessoas da linha abaixo da pobreza, gerou 14 milhões de empregos com carteira assinada, entre muitas conquistas. A sociedade não é composta por um bando de imbecis, como imagina a oposição. Ela vai saber escolher qual projeto tem realmente mais compromisso com a vida", acrescenta.

“Para isso, pedimos desde já aos militantes e simpatizantes do PT, PMDB, PCdo B, PSB, PDT, que nos ajudem a divulgar esses compromissos do governo e a desmascarar as mentiras do esquema Serra”, arremata Marco Aurélio. “Nós não queremos apenas vencer. Queremos uma grande vitória que legitime ainda mais o governo da futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff".

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