Em meio a denúncias de que governo ameaçou Igreja Universal, evangélicos que votaram a favor do Executivo vão enfrentar processos de expulsão

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Os deputados Eliedson Ferreira (DEM) e Ivo de Assis (PR) devem enfrentar processo de expulsão de seus partidos por terem votado com o governo na Assembleia Legislativa durante a apreciação de projetos do Executivo na última terça-feira.
No caso do PR, a decisão, já tomada pela comando partidário, é abrir um processo de expulsão, caso o parlamentar não se desfilie. No DEM, Ferreira deve ser primeiro ouvido, mas seu processo de expulsão também já estaria pronto.
A punição determinada pelas duas legendas surge em meio a denúncias de parlamentares como Elmar Nascimento (PR) e Carlos Gaban (DEM) de que, aproveitando o fato de os dois parlamentares serem evangélicos, o governo teria ameaçado suspender um evento que a Igreja Universal realizou no domingo no Parque de Exposições, caso eles não votassem com o Executivo.
O equipamento, onde se reuniram 600 mil pessoas no domingo à tarde, causando um verdadeiro caos na Avenida Paralela sem policiamento adequado, é do Estado e está sob a administração da secretaria estadual de Agricultura.
“Isto é republicano? Onde já se viu usar a Igreja para interferir no partido dos outros?”, questionou Elmar, observando, entretanto, que a ameaça não pode ser usada como justificativa pelos parlamentares para terem descumprido as determinações partidárias.
“Veja como o PT age. (Luis) Bassuma foi punido (e depois desfiliou-se do PT) por causa de sua posição contrária ao aborto, um assunto sobre o qual o PT havia fechado questão. O caso é muito parecido”, declarou o deputado.

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